Os
Japoneses são cidadãos pacatos e muitíssimo patriotas respeitando muito
a honra de cada um, são gentes dedicadas e trabalhadoras que demonstram
solidariedade e compreensão pelos seus próximos.
Os seus tempos livres são inferiores aos da população ocidental, no
entanto, são melhor aproveitados, por exemplo, os Japoneses são
excelentes golfistas.
Actualmente, o índice de criminalidade juvenil está a aumentar, e a taxa
de suicídio nos adolescentes também é preocupante, no entanto, a taxa
de mortalidade infantil é das mais baixas e a da esperança média de
vida, das melhores. São um povo coeso, onde 90% da população se
considera integrada na classe média.

A
cerimónia do chá é dos rituais mais praticados e respeitados por todos
os Japoneses. É um ritual que demora anos a aperfeiçoar, as raparigas
que pretendem ser "Geishas", aprendem ainda dança, canto,
conversação e arranjo de flores.
A Tradição do Matrimónio:
Os
japoneses dão enorme importância à família e fazem questão de seguir
algumas tradições muitas delas centenárias à risca. Uma delas, é o
matrimónio dos seus filhos. Embora muita coisa tenha mudado nos dias de
hoje, em algumas colónias, a tradição ficou intacta.
Quando o jovem japonês atinge a maioridade, os pais farão uma forte pressão sobre ele para que se case. Para os pais japoneses, esta será uma forma dele se estabilizar e constituir seu próprio grupo familiar.
A única justificativa encontrada para escapar dessa pressão familiar e não se casar pela imposição familiar, é quando o jovem se aperfeiçoa no plano intelectual, artístico ou filosófico.
Para a jovem japonesa, a pressão é ainda maior, pois ela é proibida de ter vida económica independente, ou de adquirir e ter posse de propriedades, a não ser que seja através do matrimónio.

Mulher Japonesa vestida a rigor no seu traje tipicamente Japonês, o
Kimono.
A mulher japonesa passa a vida por uma sucessão de dependências pela autoridade masculina. Primeiro pelo pai, depois pelo irmão mais velho, depois pelo esposo e se ficar viúva, pelo filho.
Para que dentro do matrimónio não haja uma diversidade de hábitos por costumes familiares e culturas diferentes, e para haver uma melhor adaptação entre o novo casal, os casamentos entre os japoneses devem ser homogâmicos, isto é, com pessoas da mesma raça.
Em épocas mais antigas, os casamentos eram realizados na Casa Imperial, somente na base da consanguinidade. Nos tempos atuais, eles procedem assim:
Quando uma família tem filhos em idade de casar, procura-se um "nakodo". O
"nakodo" é um intermediário que vai investigar e escolher um candidato ou candidata, que tenha o mesmo
estatuto social e económico, o mesmo tipo de educação e inclusive investigará sobre quadros anteriores de doenças como sífilis, tuberculose, etc. O "nakodo" que for trabalhar à serviço da noiva, deverá ter o mesmo sexo que ela, e se for para o noivo, deverá ser do sexo masculino.
Existem "nakodos" que preferem visitar os pais dos futuros noivos, para ocasionar um encontro "cara a cara", para os jovens poderem se encontrar e se conhecerem melhor.
Esse tipo de encontro, é chamado de "miai" e pode ser realizado durante um almoço ou chá, mas terá a participação dos intermediários, portanto, o casal não ficará sozinho.
Caso os jovens manifestem interesse mútuo, os pais irão se informar também a respeito dos antepassados do pretendente. Vão querer saber se não houve entre eles portadores de moléstias mentais, lepras, sífilis ou qualquer outro tipo de doença grave.
Outra coisa interessante, é que vão investigar se na família do pretendente não existia "eta", que seriam pessoas que tiveram empregos ou profissões exercidas por um nível mais baixo e por uma minoria, pois comparando com a agricultura que para eles é uma profissão de bem, são profissões sem valor. As profissões desprezadas por eles são: a de lixeiro e sapateiro. Essa investigação rigorosa acaba sendo desnecessária quando os jovens são da mesma aldeia ou cidade, pois nesse caso, uns conhecem aos outros.
O casamento entre os japoneses sempre é uma festa doméstica e é realizada na casa do noivo. Quase toda a
colectividade assiste a cerimónia e os "nakodos" ocuparão posição de destaque.
O brinde dos noivos chama-se "san-sanku do" e constará de três trocas de três doses de
"sake", que é uma bebida alcoólica feita de arroz, muito conhecida no Japão.
Haverá discursos, comestíveis, "sake" e músicas de casamento.
Uma Ata será lavrada e assinada por duas testemunhas e, geralmente, são os "nakodos" que têm essa honra. Depois de assinada é registrada na Prefeitura.
A noiva passará então a viver com a família do marido, mas
se por acaso o casamento fracassar, haverá o "ku fu ni wan" que é nada mais do que a devolução da esposa!